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Pão de Açúcar - Alagoas

 

Distante 227 km de Maceió, o município de Pão de Açúcar possui uma população de 24 mil de habitantes.

Pão de Açúcar surgiu de um determinismo geográfico, o rio São Francisco, data o seu povoamento de 1611, com gente branca e índios da Serra do Aracaré, Estado de Sergipe. Parte do seu território pertencia à Casa da Torre, Bahia.

No início do século XVII, os índios Urumaris obtiveram de D. João IV terras à margem do rio São Francisco. Do Morro do Cavalete pelo lado do poente, até o Morro do Aranha pelo nascente, com quatro léguas de fundo até a Serra do Xitroá, que denominaram de Jaciobá, em guarani significa "Espelho da Lua". Segundo a história, as noites de luar que refletem no São Francisco um gigantesco fio de cristal, talvez lhes tivessem despertado a sensibilidade poética.

A doação de D. João IV suscitou a cobiça dos índios Xocós, residentes da pequena Ilha de São Pedro. Após luta sangrenta vencida pelos invasores, os índios Urumaris mudaram para um lugar fronteiro, no estado de Sergipe, ao qual deram o nome de Jaciobá, o mesmo da antiga pátria conservado até hoje.

Em 1634, Cristovam da Rocha, proprietário da Ilha Grande (Penedo) estava apossado das terras onde hoje é a cidade de Pão de Açúcar. No dia 07 de novembro de 1660, uma carta de Sesmaria, transferiu as terras para o domínio do português Lourenço José de Brito Correia que criou uma fazenda de gado entre os morros Cavalete e Farias, com o nome de Pão de Açúcar, com o objetivo de explorar a pecuária e o comércio, pelo porto de Penedo.

O fato de achar a casa grande muito próxima ao Cavalete, cujo aspecto e configuração se assemelha a uma forma das que era usada ordinariamente para purgar e clarificar o açúcar, a cidade recebeu o nome de Pão de Açúcar.

A Freguesia foi criada no dia 11 de junho de 1853, pela lei 227, sob a invocação do Sagrado Coração de Jesus. Tornou-se vila em 03 de março de 1854, pela lei 233, desmembrada da vila de Mata Grande. Em 1887 foi desmembrado do seu território, para constituição do Município de Piranhas. Foi elevada à categoria de cidade em 18 de junho de 1877.

Fato marcante na história da vila Pão de Açúcar é o pernoite, nos dias 17 e 22 de outubro de 1859, do Imperador D. Pedro II, quando de sua viagem à Cachoeira de Paulo Afonso. O Anuário do Museu Imperial, de 1949,em sua página 142, publica o diário particular de Sua Majestade, onde faz elogios referência à vila usando textualmente a expressão: A vista de Pão de Açúcar é bonita.

Do acervo arquitetônico da cidade se destacam as Igrejas do Bonfim; de Jesus - Maria e José, Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora da Luz, todas tombadas pelo Patrimônio Histórico Municipal, como também o sobrado que o Imperador, D. Pedro II, pernoitou quando visitou a cidade em 1859, que está sendo restaurado para ser transformar em museu.

Uma estátua do Cristo Redentor foi erguida em cima do morro na década de 50, o que desperta ainda mais a sensibilidade poética dos seus filhos ilustres. Do alto, pode-se ver toda a cidade, o  Rio São Francisco com suas  praias e a comunidade de Niterói, do outro lado da margem, em Sergipe.

A descoberta de sítios arqueológicos localizados na Serra dos Meirús, na Pedra do Navio, Pedra do Alemar onde foram encontradas inscrições, fósseis de animais e objetos pré-históricos, têm atraído a atenção de visitantes e estudiosos.

Outro atrativo do município é o povoado Ilha do Ferro, que destaca pelo artesanato confeccionado em madeira, coco, couro, bordados, palha e renda de bilro.


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