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Penedo - Alagoas

 

Penedo Penedo distante 160 km de Maceió tem uma população de 65 mil habitantes, é uma das mais bonitas e antigas cidades históricas do Brasil.

Por volta de 1560 a 1565 uma expedição organizada por Duarte Coelho, atingiu o Rio São Francisco e teria dado origem ao povoado que em 1635 foi elevada a categoria de Vila de São Francisco.

Penedo é localidade de Itatiaia.Onde está hoje a localidade de Penedo ficava a Fazenda Penedo que, nos fins do século passado, foi grande produtora de café. Depois da abolição da escravatura, a cultura de café tornou-se deficiente, por problemas de esgotamento do solo, pragas nas plantações e a dificuldade de contratação de colonos.Quando as safras deixaram de ser satisfatórias, muitas fazendas começaram a se ocupar de pecuária.

A Fazenda Penedo foi passando, dessa forma, de mão em mão, numa media de seis em seis anos para cada proprietário e quase todos os donos a venderam com prejuízo. No começo do século chegou a Penedo, Toivo Uuskallio, um idealista com o firme propósito de transformar as terras desgastadas pelo café, pisoteada pelos animais e calcinadas pelas queimadas, em paraíso terrestre.

As terras da fazenda não tinham praticamente nenhuma arvore até a altura da Fazendinha. O que se encontrava era apenas capim gordura porque os finlandeses teriam escolhido o município de Resende Toivo Uuskalli e Toivo Suni chegaram antes dos outros, em 1927, e visitaram inúmeras fazendas no Rio e em São Paulo, procurando um lugar onde pudessem formar uma colônia finlandesa.

O que os fez escolher esse local foi o clima bom, terras altas e várzeas baixas com aluviões fecundos. E uma razão ainda mais importante: a sua localização entre duas capitais com milhões de consumidores certos de produtos hortigranjeiros.O idealizador do projeto foi Toivo Uuskallio. Sua mulher, Lisa, conta como foi sua primeira visita a Fazenda Penedo. O percurso foi feito à cavalo e a distância, da pensão Walter, onde eles estavam, era enorme.Ela achou o sobrado da fazenda Penedo e a senzala muito tristes, abandonados.

Conversaram com o barão alemão - que os recebeu - e ele contou casos antigos de quando administrava a fazenda. Dizia ele que foi feliz lá com sua família a casa estava em mau estado e administrador novo mostrou a fazenda para eles contaram que a fazenda era assombrada. Quando Lisa morou na casa descobriu que o barulho eram gatos caçando ratos em cima da folha de zinco, daí o barulho.

Outro imigrantes embarcaram em Helsinki no navio "Sierra Cordoba", entre estes, muitos ficaram sendo habitantes de Penedo. Toivo estudara os meios para viver perto da natureza e sua idéia era formar uma sociedade melhor e que acatasse as leis da natureza achava que o alimento ideal para o homem eram frutos e nozes e que carne e alimentos de origem animal eram nocivos para a saúde acreditava em viver livre da escravidão do dinheiro, sem atividades comerciais(o que é parado xaljá que pretendia viver do produto de seu trabalho) cada família deveria cultivar para si aquilo que precisasse para seu alimento.(Supõe-se que sobrevivessem vendendo os vegetais e frutas que não precisassem para seu consumo).

No seu programa constavam ar puro, exercícios respiratórios, roupas leves e simples. Isso obviamente não poderia ter sido feito na Finlândia, com suas geadas e neve durante grande parte do ano. O pastor Pennanen visitou a fazenda com Toivo e escreveu um folheto a respeito da viagem e os propósitos da empreitada.Os imigrantes, segundo o Sr.Nilo Valtonen viajaram com seus próprios recursos, não tendo sido ajudados pelo governo.

Quando chegaram outros finlandeses a vida da fazenda começou com muito entusiasmo. Discutiam muito, tanto amigavelmente ou não.

Como Toivo havia comprado a terra em seu nome e não vendeu terras a ninguém por um bom tempo, sua recusa era argumentada por diversas razões, como desnecessidade de pagar impostos, fazer cercas etc. O lavrador finlandês é em geral independente e quer ser dono de suas terras e não gostava da situação como estava. Os finlandeses trabalharam com afinco mas encontraram grandes dificuldades. Nos depoimentos dos finlandeses que chegaram na primeira leva, Dona Eva Hilden, que era uma menina de 5 anos por ocasião da viagem, ficou triste ao ver a família vender seus objetos na Finlândia. Ficava com medo de ir nesse grande barco para o Brasil e o barco afundar.

Toivo era amigo de seu pai. Considerado um idealista por todos que o conheciam, dizia que se sentiu chamado a sair de sua terra e procurar um país tropical onde poderia levar aquela vida do paraíso que foi uma vez perdido. O pai dela aprovava a idéia e seguiu Toivo, meses depois, levando sua família, saíram da Finlândia no dia 10 de Junho de 1929. Chegaram no fim do mês em Penedo. Não havia habitações além da Casa Grande e a antiga senzala. Nada de árvores ou flores. Só morros vazios. Todos moravam na casa até construírem suas próprias moradias. Viviam numa espécie de kibutz mal organizado, segundo o Sr.

Nilo conta. A casa do pai de Eva foi a primeira a ser erguida pelos finlandeses em Penedo. Encontraram, por outro lado, o sol maravilhoso, o encanto e calor tropical, ar puro e agradável, o riozinho cristalino, as montanhas majestosas do maciço de Itatiaia e acolhida gentil dos brasileiros. (Essa foi a descrição da menina Eva ao chegar ao Brasil).

O alimento, entretanto, não era o esperado e ideal. Não havia frutas nem nozes, Penedo era uma antiga fazenda de gado e não havia árvores frutíferas. Comiam modestos feijão e arroz, as mulheres faziam pão de fubá que saboreavam com gordura de coco derretida pelo calor.

Os finlandeses começaram a trabalhar e a plantar muito e - a matar saúvas em breve surgiram hortas abundantes, a primeira sauna e problemas. De Marechal Jardim chegaram mudas de bananeiras. Estas eram plantadas nos barrancos desde a Fazenda Barbosa até a Fazendinha, com mais de 5km de extensão. Tornou-se quase que única fruta constante no local.Os problemas se referiam a coisas estranhas e novas que eles tinham que se adaptar, a língua nova, a saudade da antiga terra e dos amigos.Já no final de 29, muitos imigrantes desiludidos voltaram para a Finlândia.

A imigração de maior vulto ocorreu no fim da década de vinte. Foram 3 colônias: Villa Alborada no Paraguai, Colônia Viljavakkaa na República Dominicana e Haiti e Penedo no Brasil.No caso de Penedo foi uma imigração organizada. Diz o senhor Olavi, que Toivo, o jardineiro-arquiteto de Antrea foi o ideólogo da colônia.

O Sr, Olavi nota, que no conceito Penedo não havia nenhuma intenção política, como não estava em foco o enriquecimento rápido, nem especulação econômica. Toivo tinha em mente a utopia clássica do paraíso terrestre. Na sua vinda Toivo visitou 4 estados: Rio, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.A fazenda foi comprada do Mosteiro de São Bento por 350 contos de réis. Tinha 2.500 hectares. Foi comprada em nome de Toivo Uuskallio.Alguns que vieram nessa época, só vieram pela aventura. Brasil, Penedo e a América do.

Sul eram algo de novo, excitante e estimulante. Alguns vieram por problemas pessoais, outros para curar doenças. O próprio Toivo se curou tornando-se vegetariano. Nem todos que vieram pensavam em ficar definitivamente no Brasil. O grupo não era homogêneo. Nem todos acompanhavam o sonho de Toivo ou havia os que achavam esses ideais sem importância.Para muitos a desilusão logo ocorreu, pois embora a natureza da terra fosse luxuriante, nada acontecia sem muito trabalho.Como de esperado, Toivo conservou o "cargo de diretor". Como era jardineiro e vegetariano, excomungou a idéia de criação de gado.

Até o leite das crianças era necessário comprar nas fazendas vizinhas, o que indignava a muitos.Toivo também era autoritário e onipotente ao dirigir o trabalho. Ele resolveu mal as questões financeiras e pediu empréstimos com juros altos, emprestou mais para amortizar e dessa forma entrou num círculo vicioso de dívidas. Ele pensava que como acreditava no que fazia, acreditando que poderia pagar, isso se resolveria. O que não foi bem o caso.No Brasil, Toivo era o proprietário jurídico do Penedo e muitos dos que aplicaram seu dinheiro no empreendimento, de boa fé, perderam seus investimentos, pelo seu mal gerenciamento.

Por essa razão ele foi muito criticado e acusado. O caso parece ter sido mais simples, apenas incapacidade de gerir financeiramente o negócio, o que não excluía a sinceridade de suas aspirações (mas também não serve como desculpa, em casos de perda de dinheiro).A esposa de Toivo - Liisa -foi para todos uma imagem de mãe e primeira dama da colônia.

Algumas das detalhadas instruções de Toivo provocavam irritação, outras até hilaridade. Algumas histórias engraçadas sobre ser proibido e de grande pecado fazer e tomar café (na terra do café!) o que gerou um número sem fim de histórias de orgias do café e brincadeiras de consumo de galinhas.O golpe final veio quando os produtos estavam prontos para ser vendidos e não podiam ser colocados no mercado por problemas de intranqüilidade política.E também se estava no começo da segunda Guerra Mundial cujos efeitos também chegaram até a pequena Penedo.

Em 1942 Toivo teve que vender parte da fazenda demonstrando que sua utopia era isso mesmo - uma utopia. Foi de grandes problemas esse período para a colônia, principalmente para aqueles que tinham participado tão entusiasticamente do plano Penedo. Uma companhia suíça comprou a metade da fazenda e veio uma nova fase ligada ao empreendimento suíço e desta vieram outras mudanças. A grande mudança veio,quando,os finlandeses passaram da agricultura para novos ramos como pensões ,saunas e procurar profissões criativas. Desde 1930 cultivava-se bucha, mas nos anos 60 é que esse cultivo ganhou impulso. O pessoal passou também a fazer tecelagem.

O Centro Histórico de Penedo tem 13 igrejas, 10 capelas e muitos sobrados, são acervos que fazem parte da história de uma cidade que foi palco de acontecimentos importantes do País.   A Catedral de Nossa Senhora do Rosário, do século 17, Igreja de Nossa Senhora dos Homens Pretos – 1634, Igreja de Nossa Senhora das Correntes -1764, Oratório da Forca – 1769, Casa da Aposentadoria – 1781, Igreja de São Gonçalo Garcia dos Homens Pardos – 1758, Teatro Sete de Setembro - 1884, Paço Imperial - século 19, Casa do Penedo, uma instituição privada que visa preservar a memória do município e o Memorial Raymundo Marinho, fazem parte das primeiras construções de Penedo.

Os passeios de barco pelo majestoso Rio São Francisco, de preferência ao pôr-do-sol, vislumbram-se paisagens encantadoras nas ilhas e vilarejos.
Penedo tem ainda a Várzea da Marituba, uma belíssima reserva ecológica, com vegetação peculiar.

LocalizaçãoMunicípio da Região Leste do Estado de Alagoas
Área688 km²
LimitesCoruripe, Igreja Nova, Piaçabuçu, Feliz Deserto, Santana do São Francisco (SE), Ilha das Flores (SE) e Neópolis (SE)
Altitude28 m
ClimaQuente
Temperatura média anual26º C
Distância da Capital168 km
EconomiaAgricultura, pesca e turismo
Divisão AdministrativaPenedo-sede
População56.749 habitantes (2000)
Criação do Município12 de abril de 1636
CEP57200-000
DDD82

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