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Tanque d'Arca - Alagoas

 

No Caminho dos Tropeiros Na imensa mata virgem que ia de Anadia à Palmeira dos Índios, foi aberto um caminho utilizado pelos tropeiros e outros vendedores para levar os seus produtos para lá e para cá. No local onde hoje se encontra a cidade existia um oitizeiro e um tanque natural onde os viajantes faziam paradas para um breve descanso. Diz a história oral que certa feita acampou por ali um bando de ciganos que, ao deixar o lugar, esqueceu uma arca com pertences do grupo. O acontecimento é confirmado pela memória popular, que assegura ser essa a explicação para o nome do pequeno povoado, depois transformado em município.

História

Na área onde hoje se situa o município de Tanque d’Arca existia uma estrada precária utilizada por viajantes que iam de Anadia à Palmeira dos Índios, normalmente tropeiros e ciganos em demanda a incipientes povoados como Caldeirão, Lages, pau Berno e Bom Jardim de Carrapato. Situada entre dois pólos distantes, era o lugar onde paravam os viajantes para dar água aos animais e descansar antes de reiniciar o trajeto. Alguns desses mercadores se fixaram ali. Segundo nativos da região, foi uma disputa entre os primeiros moradores e um grupo de ciganos que acampavam ali que originou o nome do município. Houve uma briga, e “no tiroteio, um burro de carga foi atingido e as ancoretas (arcas), que ele carregava foram ao chão, próximo a uma cacimba, aos pés de uma árvore frondosa”. No lugar havia gameleiros, oitizeiros, ingazeiros e juazeiros. Quando um morador ia buscar água no local, geralmente eram procedentes do Sertão pernambucano, fugindo do flagelo da seca. Tomás Espíndola registra em sua obra, publicada em 1871, “Geografia Alagoana”, a existência do pequeno povoado, que tinha uma capela para atender aos fiéis do lugar, ligada à freguesia de Anadia. Os nomes dos pioneiros de Pernambuco, os primeiros a desbravar o lugar, são Manoel Vitorino, João Alemão e Manoel Barbosa. A eles juntou-se Francisco Gren, vindo de Alagoas do Sul junto com outros agregados. Cultivou-se a cana-de-açúcar com lavoura de subsistência e pecuária. A povoação começou a se desenvolver com a nova leva de moradores, desta feita oriundos de Anadia. Dentre eles são lembrados José da Angélica, capitão Justino Francisco Italiano e coronel Manoel Roque. Engenhos de mel e rapadura, casas de farinha e um novo produto valorizado, o algodão, consolidaram o pequeno núcleo. A emancipação política veio através da Lei Estadual n. 2.507, de 1º de dezembro de 1962. Ocorrência de ferro Localizado na Mesorregião do Agreste Alagoano e na Microrregião Geográfica de Palmeira dos Índios, o município de Tanque d’Arca limita-se ao norte com Palmeira dos Índios e Mar Vermelho, ao sul com Tanquarana e Anadia, a leste com Maribondo e a oeste com Belém. Apresenta uma área de 156km² (IBGE, 2007) e encontra-se a uma distância de 123km de Maceió, tendo como principais vias de acesso as rodovias BR-316, AL-477, BR-101, AL-220 e AL-110. Tanque d’Arca está totalmente inserido na bacia hidrográfica do Rio São Miguel e apresenta altitude máxima nas serás Pedra Branca (627 metros) e Tanque d’Arca (588 metros). As temperaturas do município variam de 21,6ºC, nos meses de julho e agosto, a 26,3ºC, em janeiro. As médias máximas alcançam 33,6ºC, em janeiro e as mínimas chegam a 18,5ºC, em agosto. Quando a precipitação, o total anual varia de 900mm a 1.000mm, concentrada no outono e no inverno. O clima, de acordo com Thornthwaite, é mega-térmico sub-úmido seco, com grande deficiência hídrica no verão. Situa-se, geologicamente, no complexo migmático que compõe o embasamento do Maciço Pernambuco-Alagoas. A principal ocorrência mineral do município é o ferro filoneano. Quanto ao relevo, está sobre o Patamar Cristalino, no contato com o pediplano do Baixo São Francisco, através de escarpa estrutural. É cortado por vales que o dissecam em formas convexizadas e aguçadas, resultantes da dissertação diferencial. O sítio urbano está localizado no curso superior do Rio Coruripe. Fatos Históricos Quando tanque d`Arca ainda era vila! Segundo informações de moradores que vivenciaram os primeiros acontecimentos da localidade, antes de emancipada Tanque d’Arca era conhecida como a “terra do roubo de cavalos”. Os cavalos roubados eram trazidos de Canudos, onde atualmente é a cidade de Belém e de Canabrava, hoje Taquarana, passavam em Tanque d’Arca eram levados à Paulo Jacinto para serem embarcados no trem com destino as Usinas, pois o transporte de cana-de-açúcar era feito por cavalos. Esse título fazia com que os moradores dessa região não tivessem credibilidade em outros lugares. Quando viajavam não podiam sequer se identificar como morador de Tanque d’Arca, tampouco, pedir hospedagem, pois era negado, principalmente nas usinas. Conta o Sr. Francisco José de Oliveira, popular Pila, nascido em 22 de abril de 1938, residente na região há 67 anos, que presenciou várias vezes moradores contarem ter dormido entre as canas-de-açúcar, ou nas matas durante as suas viagens. Quando Tanque d’Arca ainda era vila, só havia um médico na região, o Dr. Abdon Torres, residente na Fazenda Sabueiro, que apesar de atender muito bem a população, gostava de tomar uma “pinga” de vez em quando, o que fazia dar ouvidos as fofocas dos seus empregados, que aproveitavam a posição do patrão para levar fuxico quando faziam algo de errado, tudo para não atender as ordens do Inspetor Eduardo. Assim, o Dr. Abdon Torres tomando as dores dos moradores, numa certa noite de sábado, com seus empregados já embriagados aproximadamente por volta das dezoito horas, iniciou uma grande confusão com o Cabo Zé Correia e o Soldado Apolinário. Na ocasião, houve um tiroteio e foram assassinados dois empregados do Dr. Abdon Torres – João Jacinto e Zé da Carma. A população ficou revoltada e amedrontada. Como na época Tanque d’Arca ainda não era cidade, o Dr. Abdon foi conduzido por soldados a residência do Sr. João Morais, cidadão bem conceituado na região e grande proprietário da época e levado por ele para Anadia, província pela qual Tanque d’Arca pertencia, onde permaneceu preso por vários anos. A partir desse acontecimento, o lugar nunca mais voltou a ser o mesmo, principalmente, a feira, que era realizada todas as quartas-feiras e bastante freqüentadas pelos moradores dos sítios e cidades vizinhas. Como surgiu o Cruzeiro? Cercada por serras, Tanque d’Arca apesar de pequena, é amada por todos aqueles que a vêem com o coração de filhos gratos. No ano de 1950, não se sabe o mês ao certo, aconteceu mais um fato em Tanque d’Arca, um dos moradores da região, o Sr. Mirin ficou doente, então fez uma promessa, que se melhorasse levaria ao mais alto morro da região uma cruz, pela sua fé foi curado. Então, numa certa madrugada carregou a cruz, junto a outros moradores, em romaria com oração, zabumba e fogos de artifícios. O mais belo morro que emoldura a cidade, a partir dessa década, passou a atrair muitos devotos ao Santo Cruzeiro fincado no seu topo, durante a Sexta-feira Santa da Quaresma, tornou-se ponto turístico e de devoção, prática que se repete até os dias atuais. Tanque d’Arca também era a terra do cangaço Nessa época, também havia cangaceiros na região, um deles era o Sr. Pedro, esse se destacava pela sua ruindade, sempre se recusava visitar o Juazeiro do Norte – terra do Padre Cícero Romão Batista, no Ceará. Esse cidadão costumava dizer que só iria um dia ao Juazeiro se fosse cego, aconteceu dele realmente perder a visão, então ficou conhecido por Pedro Cego. Mesmo sem enxergar não ficou impossibilitado, continuava exercendo as suas atividades, ia buscar água no purrão, confeccionava alpercatas (lepe-lepe), tudo com muita perfeição, negociava, conhecia seus clientes pela fala e possuía uma mira certeira de invejar. As manifestações culturais antes de Tanque d’Arca ser emancipada. A folia carnavalesca tinha o Sr. Manoel Teixeira como grande folião. O Carnaval da época era comandado pelo Sr. Daniel, dono do bloco denominado “Vassourinha” e a sua filha Verônica era a porta-bandeira. “Era festa das boas, quando chegava o sábado do Zé Pereira a festa começava com a participação e toda comunidade fantasiada”. (Francisco José Oliveira, morador do município desde 1938) Eram usados os seguintes instrumentos: sanfona, triângulo, pandeiro e zabumba, com saudade o Sr. Francisco (Pila) se entusiasmou ao contar a história, até cantou e dançou “A Jardineira”, a música carnavalesca mais popular da época. Na época, Tanque d’Arca não tinha energia elétrica, a iluminação funcionava a força do motor, só até as vinte e uma horas. Mesmo assim, após ser desligado o motor o evento continuava, na força do lampião. Além do Carnaval, se destacava também a Chegança, onde todos os sábados à tarde homens da região caracterizados de brancos com uma espingarda nas costas, percorriam dançando e cantando pelas ruas: “Mestre piloto deixe de tanto beber (bis) Por causa da sua cachaça vejo tudo esmorecer (bis) Viroleme torna a virar (bis) A Virgem do Rosário vem me ajudar. (bis) (Música de Chegança) Esse grupo de dança tinha como chefia os senhores Manuel Bambu, Antonio Rita, Júlio Luiz e Manoel Martins. Os pagodes também se destacavam na Rua Chã de Caco, atualmente Rua Paulino Barbosa. O Assassinato da Professora Ziza A Escola Municipal Nossa Senhora Mãe do Povo, foi fundada no dia 07 de maio de 1973, a qual era Cenecista na administração do prefeito Willibrordo Roque da Silva. O nome é uma homenagem a padroeira do município. Teve como primeiro diretor o Sr. José Augusto de Melo, de Palmeira dos Índios, e como Secretária a professora Creuza Araújo de Farias. Os primeiros professores foram: José Augusto de melo, Antonia Joana, Aloísia, Roney Valença e Wilma Valença. Alguns residentes em Palmeira dos Índios. A primeira funcionária de Serviços Gerais foi a Sra. Eurides Tavares dos Santos. A primeira turma desta escola era composta de 50 alunos, vindos de várias regiões. Por não ter sede própria iniciou funcionando provisoriamente no Grupo Escolar rosa de Castro Fonseca, porem em março de 1983, esta ganhou sede própria que continuou pertencendo ao estado, como escola Cenecista, e só em 1987 foi implantado o 2º Grau. Em 1997, essa escola foi municipalizada, passando o nome de Colégio Cenecista de 1º e 2º Graus Nossa Senhora Mãe do Povo para Escola Municipal Nossa Senhora Mãe do Povo. Já passou pela direção dessa escola o Sr. José Correia Terêncio, a Sra. Juliene Ferreira Wanderlei dos Santos, a Sra. Creuza Araújo de Farias, a Sra. Vânia Márcia de Oliveira Gomes Barros, a Sra. Maria Antonia Gonzaga Duarte, a Sra. Eunice Alves de Carvalho Lima, o Sr. Renato Lima Filho (Vereador, Tabelião no Cartório de Registro Civil, Professor de História), assassinado em 11 de junho 2003 quando saía da escola em questão. Atualmente, tem como diretor o Sr. Arlindo Lima dos Santos.


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