Estado de Alagoas

Página Inicial
História
Notícias
Cidades
Maceió
Símbolos
Alagoanos Notáveis
Governadores
Principais destinos
Gastronomia
Folclore Alagoano
Cultura
Economia
Esporte e aventura
Praias
Lagoas
Artesanato
Aeroporto
Teatro Deodoro
Curiosidades
Livro de Visitas
Links
E-Mail

Traipu - Alagoas

 
Município de Traipu
Traipu
"Terra entre Morros"
Aniversário16 de maio
Fundação1892
GentílicoTraipuense
Localização
09° 58' 15" S 37° 00' 10" O09° 58' 15" S 37° 00' 10" O
Unidade federativa Alagoas
MesorregiãoAgreste Alagoano IBGE/2008
MicrorregiãoTraipu IBGE/2008
Região metropolitana 
Municípios limítrofesBelo Monte, Batalha, Jaramataia, Girau do Ponciano, Campo Alegre, Olho d'Água Grande e São Brás.
Distância até a capital188 quilômetros
Características geográficas
Área698 km²
População25.650 hab. est. IBGE/2008
Densidade33,4 hab./km²
Altitude198 metros
ClimaQuente semi-árido
Fuso horárioUTC-3
Indicadores
IDH0,479 baixo PNUD/2000
PIBR$ 44.813 mil IBGE/2005
PIB per capitaR$ 1.874,00 IBGE/2005

Traipu é um município brasileiro do Estado de Alagoas.

Região de concentração indígena. A palavra de origem tupi, como mostra o especialista Teodoro Sampaio em seu abalizado dicionário. É uma corruptela de “ytira ypu”, que quer dizer “fonte de morro” ou “olho d'água do monte”. Em seus primórdios, durante o século XVII, era um morgado estabelecido na região pelo mestre de campo e grande proprietário de terras Pedro Gomes. Este deixou para seus descendentes seus bens vinculados, inclusive o nascente povoado que recebera o nome de Porto da Folha. Em 1870, mudou a denominação para Traipu, empregada pelos índios da região.

História

Está assentada sobre uma pequena colina às margens do São Francisco, distante 14 léguas de cidade de Penedo, centro dinâmico de toda a região. Tomás Espíndola registra em 1871, em sua obra Geografia de Alagoas, que a localidade se situava entre a Lagoa do Carlo e a Lagoa da Igreja, defronte à grande Serra da Tabanga, que é lavada em sua base pelo rio e que, para os nativos, marca o início do sertão. Foi elevada à categoria de vila com o nome de Porto da Folha por intermédio da Lei n°19 de abril de 1835, recebendo o nome atual, tanto a freguesia quanto o município, em 30 de abril de 1870.

O estudioso Tomás do Bomfim Espíndola diz: “Naquela ocasião, a vila teria uns 300 fogos, 1.500 almas, algumas casas comerciais e duas escolas primárias para ambos os sexos. O seu termo é o mais apropriado para a criação e é o que tem maior número de fazendas de gado. Todavia, há lavouras de legumes de toda espécie, mandioca e algodão em grande escala.” O Imperador Pedro II, em seu périplo por Alagoas, parou na vila, visitou sua matriz, como era praxe, e percorreu as ruas e as duas escolas, conversou com algumas lideranças locais e ao sair deixou 350$ para os necessitados.

Há uma controvérsia dos historiadores sobre sua fundação. João Alberto Ribeiro adota a versão de que Pedro Gomes teria ali estabelecido o seu morgado para seus herdeiros, dando início ao povoado chamado Porto da Folha. Versão rechaçada por Wenceslau de Almeida, que afirma ter sido o morgado realmente instituído, porém não na margem alagoana, mas na sergipana, não sendo admissível que os limites do mesmo se estendessem para o território de Alagoas.

Arnaldo Jambo, em sua Enciclopédia dos Municípios Alagoanos, analisando as duas teses, deduz que, diante da influência do poderoso fidalgo e proprietário de terras que era mestre-de-campo na Bahia em 1680 e Governador do Rio de Janeiro em 1681, “é possível que esse prestígio contribuísse para que a extensão deste seu latifúndio se alargasse, sem problemas ao local onde se assenta atualmente a cidade de Traipu”.

Certo é que em 17 de março de 1713, no Porto da Folha, na parte norte, ou seja, área que fica em Alagoas, o lugar foi conferido em sesmaria a João Dantas, Manuel Braz Pedrosa e a Caetano Dantas Passos. Parece ser a concessão desta sesmaria o documento mais antigo disponível do lugar que passou a ser chamado Traipu por estar próximo à barra do rio do mesmo nome. E com essa denominação foi elevada à cidade em 16 de maio de 1892.

Território indígena, sua ocupação obedeceu aos mesmos métodos empregados na região: guerra sem quartel riscando do mapa os chamados gentios, escravismo mal sucedido com os índios remanescentes e agrupamento dos mesmos em aldeias e colégios para catequese e criação extensiva de gado solto. Em 1844, o presidente da Província dizia num opúsculo (um dos primeiros documentos historiográficos produzidos em Alagoas) que “esta vila tem em semicírculo de si muitas fazendas de criar gado vacum, cavalar e das espécies menores; que belos requeijões, lingüiças e carne de sol não fornecem estes lugares às diferentes feiras que se fazem nas margens deste Rio São Francisco não só do lado desta província, como do lado de Sergipe!”. Os próprios frades, que exerceram muita influência na formação da cidade, exploravam a pecuária em suas fazendas, pois “a região dos currais” era abastecedora da zona do açúcar, produto preferido pelo patriciado dos engenhos, no litoral. O Seminário de Olinda e Conventos eram mantidos com impostos e taxas provenientes da comercialização da carne, Sua cozinha era baseada nos peixes dos dois rios e também em muita carne, farinha e arroz, não faltando leite e queijo. Verduras, praticamente não produzidas, eram pouco consumidas. Frutas, só as nativas, como o caju.

Cultura

 

Folclore

Pastoril, Quadrilha e Vaquejada.

Artesanato

Trabalhos em couro, lã, linha e madeira. Peças bordadas, tapeçarias e móveis.

Patrimônio

Igreja de Nossa Senhora do Ó

 

Câmara Municipal de Traipu

Ecológico: Rios São Francisco e Traipu; riachos Marcação, Rabelo, Lagoa Funda, Peteca e Bom Jardim; lagoas Várzea do Traipu, Sacão, Bom Jardim, Saco Grande, Funda Rabelo, Pé do Banco e Marcação; serras da Priaca, Mombaça, Santa Cruz e Patos.

Histórico: A igreja-matriz, onde se destaca a imagem da padroeira Nossa Senhora do Ó. Causava muito orgulho aos seus habitantes o casarão onde se hospedou D. Pedro II quando de sua passagem para visitar a Cachoeira de Paulo Afonso.

Figuras ilustres

A principal rua de Traipu

O nome mais lembrado é o do padre Francisco José Correia, que, embora natural de Penedo, foi o grande artífice junto ao Conselho Geral da Província para a criação da Vila e da freguesia de Nossa Senhora do Ó. Há muitos outros como José Leopoldino de Barros, músico de renome; Luis Rodrigues, advogado e juiz de Direito; Dom Hermeto José Pinheiro, professor no seminário de Olinda e bispo da Diocese de Uruguaiana; cônego Teotônio Ribeiro e Silva, poliglota e doutor pela Universidade Gregoriana de Roma; Agnelo Rodrigues de Melo, jornalista e poeta famoso que usava o pseudônimo de Judas Isgorogota; Luís Novais Tavares, chefe político; Luís de Medeiros Neto, orador destacado e professor universitário que foi sacerdote e deputado federal por quatro legislaturas; Rui Medeiros, advogado e jornalista de renome nacional; José Medeiros, seu irmão, médico, professor universitário, deputado estadual e secretário de Estado de Educação e Saúde; José Carlos Santa Rita;prefeito do município, advogado, secretário de Administração de Alagoas; Benone Rodrigues, músico; Benito Freitas Melro, juiz de Direito; Maria Eulina dos Santos, política; Gonçalo Dória, médico, professor universitário e secretário de Saúde do Estado; ; Ildefefonso Pereira de Mello, antigo coronel; e Serapião Rodrigues de Albuquerque, que foi senador estadual e hoje dá seu nome a principal rua de Traipu. Padre José Batista e o advogado Doutor Ediel que na época era Diretor do Ginásio de Traipu ( por Vilma Solange Melo de Araújo - Neta do falecido Neco.)Faltou, também, lembrar os nomes do Cônego Alfredo e Silva, irmão do jurista Plácido e Silva, e do advogado militante Pelópidas Argolo, que foi goleiro titular do time principal do CRB, da seleção alagoana de futebol e árbitro da CBF- por Adriano Argolo.


Mapa do Site  |  Política de privacidade